
1975: Recife Afundou em Silêncio — romance sobre a maior enchente da história do Recife.
O Rio Capibaribe arrastou muito mais do que destroços — levou lembranças, medos e a voz de uma cidade submersa.
Pelas ruas e pontes, o silêncio se espalhou como uma sombra densa; enquanto isso, o medo corria feito correnteza por toda a cidade.
Por isso, 1975: Recife Afundou em Silêncio — romance sobre a maior enchente da história do Recife nasceu como um gesto de resistência, para que o silêncio não apagasse também a memória.
Além disso, enquanto as águas cobriam ruas e histórias, a escrita tornou-se uma ponte entre o passado e o que ainda precisa ser lembrado. Assim, cada página deste romance convida o leitor a resgatar o que o tempo tentou levar e o coração ainda tenta guardar.
Sinopse
Era julho de 1975, quando o Recife foi engolido pela maior enchente de sua história.
Durante dias, o medo escorreu pelas ruas, enquanto isso as pontes desapareciam e o silêncio se agigantava sobre as perdas.
Entre o real e o simbólico, este romance nasceu do desejo de transformar tragédia em testemunho.
Por isso, 1975: Recife Afundou em Silêncio — romance sobre a maior enchente da história do Recife revela o que a água levou e o que a memória insistiu em guardar. Assim, a cidade fala pelas vozes de quem sobreviveu — e também de quem ainda busca um lugar de volta nas águas do tempo.



“Naquela noite, o rádio calou, o relógio parou e o barulho das águas se tornou mais alto do que qualquer oração.”
Ilustrações e Memória Visual
Cada ilustração nasceu como um gesto de resgate — um modo silencioso de manter viva a memória.
São retratos da dor e, ao mesmo tempo, da permanência: o Recife que resistiu em traços, sombras e lembranças.
Enquanto isso, as palavras buscavam fôlego, e o desenho passou a falar por mim. Além disso, cada linha traçada se transformou em um elo entre o passado e a sobrevivência. Assim, 1975: Recife Afundou em Silêncio — romance sobre a maior enchente da história do Recife transforma o olhar em linguagem e convida à contemplação. Por isso, esta história sobre a maior enchente da história do Recife é, antes de tudo, uma carta aberta à cidade — escrita em emoção, silêncio e sinestesia.







Dona Adélia Santos, criança, 13 anos (em 1975).
Sobre aquela quinta-feira de lembranças doloridas, ela me disse:
“Daquele dia, 17 de julho de 1975, eu num me esqueço nunca… perdi tudo. Mas o que mais doeu foi saber que meu pai fez de um tudo pra me salvar — e conseguiu —, só num deu tempo dele se salvar.
Como ele, teve muito cadeirante que se foi naquela enchente.
Nessas cunversa de livro, eu entendi que fui amada.
Meu pai escolheu salvar a mim!”
Por que escrevi 1975: Recife Afundou em Silêncio?
Durante dois anos, mergulhei nas memórias dessa tragédia que marcou a maior enchente da história do Recife, ainda assim esquecida — entre arquivos amarelados, fotografias antigas e relatos emocionados de quem perdeu tudo. Enquanto isso, descobri que escrever 1975: Recife Afundou em Silêncio — romance sobre a maior enchente da história do Recife era mais do que narrar uma catástrofe; era, portanto, reconstruir o fôlego de uma cidade inteira. Inclusive, percebi que não escrevia apenas sobre o que se perdeu; pelo contrário, falava sobre o Recife que insiste em permanecer — aquele que, mesmo submerso, ainda respira em mim.

80%
Da área da cidade atingida.
107
Vítimas fatais.
26
Municípios afetados: além de Recife + 25.
350
350 mil desabrigados em Recife: 1/3 da população.
+2,5m
Altura média do nível das águas dentro das casas, em Afogados, Ilha do Retiro…
06
Grandes hospitais estaduais foram atingidos.
1,5 bi
Estimados prejuízos: da ordem de 1,5 bi de cruzeiros à época.
31
Bairros e 370 ruas e praças da cidade foram submersos.

Seu Severino Silva, motorista, 32 anos (em 1975).
Com o olhar distante, ele relembrava com emoção e cansaço:
“Eu era motorista de ônibus naquela época. Depois que a água baixou, parecia que o Recife tinha virado um chiqueiro.
A gente ia pra garagem e num sabia nem por onde começar… os ônibus tudo atolado, o cheiro ruim, as lembrança ruim também.
Teve dia que eu cheguei lá, sentei no banco do ônibus e fiquei só olhando pro volante. Num tinha coragem nem de ligar o motor.”
Os relatos dos sobreviventes da ‘cheia de 1975’.
Uma mãe com dois filhos pequenos encharcados sobre o telhado da casa. Sem água, sem comida, e cercada pelo desespero. Diante da correnteza barrenta e incessante, que arrastava tudo o que ela conhecia, restava apenas em algum lugar, um rádio de pilha gritando alertas.
O cheiro do medo era muito mais forte que o fedor da lama. Os relatos dos sobreviventes da cheia de 1975 foram avassaladores; meu desafio não era inventar uma história em um cenário imaginário, mas sim dar vida a uma família fictícia capaz de representar tantas outras que existiram de verdade — e carregar, com dignidade, a pujança de suas dores por quase 200 páginas.
Famílias lutaram: contra a incerteza do instante seguinte, contra a fome e contra as perdas. E, de fato, foram muitas. Entre os que ouvi era quase inânime que, após as primeiras 24 horas sem ver a água baixar — nem a chuva cessar — acreditaram estar diante do fim. Bem mais do que escrever sobre a tragédia, o que estava em jogo era transformar dor em memória, e memória em gesto de amor. Os jornais mediram o nível da água; já eu, porém, quis revelar o nível da dor — e da entrega.
Juntei tudo que li e enobreci com as experiências dos testemunhos, no intuito de alcançar o que ficou submerso: a humanidade por trás da lama. Porque, mesmo que tenha secado, a humanidade que ela encobriu ainda precisava ser revelada.

Uma leitura envolvente que revela detalhes fascinantes sobre o evento que mudou o Recife para sempre.

Dona Eunice Araújo – Leitora de romances históricos.
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